Durante o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), era comum encontrar bandeiras, cartazes e manifestações de sindicatos e do PT com a frase “Fora FHC”. Embora ele tenha sido eleito de forma legal, pela vontade da maioria dos eleitores, o PT e outros partidos pregavam que as manifestações eram legitimas e democráticas.
No atual governo do PT, além da propaganda enganosa da presidente, apesar do fracasso das medidas econômicas, de todos os escândalos, de toda corrupção denunciada pelos órgãos competentes, no conceito de alguns fazer manifestações pelo descontentamento do governo é tido como golpe e motivo para ofensas por parte de alguns “doentes mentais”. Se a insatisfação aumentar, se engrossar o coro “Fora Dilma”, a aí já passa ser golpismo. Parece do ponto de vista de alguns “iluminados”, que o protesto só é válido quando promovido por partidos como de esquerda. Os demais partidos são de burguês, por isso não podem protestar. Antigamente, gritar “Fora FHC” era ato de democracia. Hoje, gritar “Fora Dilma” é visto como golpismo. Aí que mora o perigo, pois é nítido o viés ditador e autoritário de alguns que se autodenominam defensores da democracia e se consideram donos da absoluta verdade. Esse comportamento vem de encontro às palavras de Maurice Duverger renomado estudioso da politica de que: “o Brasil precisa aperfeiçoar seus mecanismos de sua democracia; que o país só será uma grande potência no dia em que for uma grande democracia. E só será uma grande, plena democracia no dia em que possuir partidos um sistema partidário forte e estruturado”. Mais uma vez o PT assumiu o governo como que embalado pelo samba saudosa maloca. “A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela, fez um desembarque fascinante no maior show da terra; será que eu serei dono dessa festa, um rei no meio de uma gente tão modesta”, cantam os primeiros versos de “É Hoje”, gravado por Caitano Veloso. Poucos meses depois, a trilha sonora do governo está mais para “A Flor e o Espinho” seus primeiros versos são marcantes: “Tire o sorriso do caminho, que eu quero passar com a minha dor”!
Por: José Castro









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