Esse final de semana a cidade de Cipó conviveu com uma triste noticia, o falecimento de Antonio Carlos Leone de Sousa, mais conhecido como Carlinhos. Com 52 anos, Carlinhos era filho de Nelito Leone (in memorian) e Dona Adacy; Irmão de Zuleide Leone, Alberto Leone, Claudio Leone (claudinho) e Zuleica leone (in memorian). Seu falecimento comoveu toda a cidade devido a morte precoce e covarde como aconteceu. Segundo informações em uma confusão em um bar ele foi enforcado até a morte por um jovem de apelido “Pun”. Nossa cidade passa por dificuldades e uma delas é a falta de segurança, a praça do jardim é hoje o principal atrativo para os jovens de nossa cidade e  nos finais de semana a concentração de carros com paredões e pessoas é enorme; Deveríamos manter o foco da segurança, tanto das policias Militar e Civil como agora também da guarda municipal, onde haja concentração de pessoas.
Carlinhos deixa 3 filhos e três netos e a alegria que ele tanto passava para as pessoas com seu jeito único e irreverente e totalmente do bem, que deixará saudades para sempre a todos os amigos e familiares. A família Leone agradece a todas as manifestações de apoio e pesares.

Sobre Carlinhos:
Esse mês não acaba. Morre João Ubaldo, morre Suassuna... Julho será lembrado como o período de 2014 em que grandes homens nos deixaram.
Perdemos hoje em Cipó uma figura que, se eu não tivesse conhecido pessoalmente, diria que só poderia existir num romance como Viva o Povo Brasileiro ou numa peça como O Auto da Compadecida. Carlinhos era nosso João Grilo. Cheio de ideias, planos e pensamentos mirabolantes. Tinha uma inteligência malandra e, embora visto por muitos como um desajustado, era dono de uma lucidez de dar inveja.
Aprontou a vida inteira. Sua alma era milenar. Vivia como se já tivesse esgotado todos os cartuchos que a natureza lhe deu, por isso mesmo era desprendido de remorso e arrependimento. Tinha o espírito desassossegado e impaciente que só os poetas de verdade têm. Mas no fundo era um doce...
Seus amigos sabem que ele merecia uma morte menos estúpida.
Carlinhos não era santo, mas era menos demônio que muita gente de classe por aí.  
Por Rafael Vilanova

Chicó – João! João! Morreu! Ai meu Deus, morreu pobre de João Grilo! Tão amarelo, tão safado e morrer assim! Que é que eu faço no mundo sem João? João! João! Não tem mais jeito, João Grilo morreu. Acabou-se o Grilo mais inteligente do mundo. Cumpriu sua sentença e encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca de nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo morre. Que posso fazer agora? Somente seu enterro e rezar por sua alma.”

Vá em paz Carlinhos!