Mas como podemos evitar esse tipo de acontecimento? Os porteiros e vigilantes escolares não tem autonomia para revistar mochilas de alunos e nem de qualquer cidadão que adentre a escola, e não podem assumir essa responsabilidade, que é da família ou da polícia, se for o caso. Esses funcionários, segundo a legislação, não podem trabalhar com armas e nem podem constranger os educandos, pois estão lidando diretamente com as crianças e suas famílias. Investigação é trabalho da polícia e não da escola.A Ronda Escolar, da Policia Militar dispõe apenas de pouco mais de cem homens para se fazer presente em mais de setecentas escolas estaduais e municipais só para ilustrar a situação aqui em Salvador.
A violência a cada dia invade as nossas vidas e nos aprisiona em nossas casas e, o ambiente que acreditamos ter certa segurança como a escola, mostra-se vulnerável. A escola, como um microcosmo da sociedade tem suas formas de violência, que devem ser combatidas, como o bullying, o preconceito, a discriminação e outras mazelas. Mas quando um psicopata comete um ato dessa proporção é que a sociedade passa a questionar seus valores e alavancar ações para debelar atitudes como a que ocorreu no Rio.
Enquanto as mães do Rio choravam seus mortos, eu agradecia a Deus por meu filho estar em casa, vivo, saudável, pois nessa mesma tarde, ele foi vítima de dois assaltantes quando chegava da escola, que lhe levaram o celular, ameaçando-o. E chorei, num misto de alegria por poder abraçar o meu filho e de revolta, pois procuramos explicações para tanta barbárie.
Como explicar o inexplicável? Os motivos que levaram o assassino a cometer esse ato abominável jamais poderá ser conhecido, pois o crime foi pré-meditado, concebido em seus mais sórdidos detalhes. Fruto talvez de uma mente doente. Mas não podemos creditar à esquizofrenia e a outras psicoses a maldade humana. Sim, há aqueles que matam por conta das doenças psicológicas, que são menos de 2% da população, mas também há os que matam por pura maldade, fruto talvez das interações sociais e afetivas que tiveram ao longo da vida.
Nem todo esquizofrênico se torna assassino. A esquizofrenia é tratada com medicamentos e terapia. O perigo é quando a família, os amigos percebem pistas sobre a doença mental e, por medo de enfrentá-la ou por desconhecimento, as ignora. A doença mental é cercada de estigmas e estereótipos e, na maior parte das vezes, o tratamento é interrompido por causa do preconceito ou da dificuldade em manter uma rotina entre psiquiatras, psicólogos e outros profissionais.
Hoje pais ainda choram seus mortos, no Rio ou aqui. E chorarão ainda por muito tempo. Vidas foram interrompidas e, infelizmente continuarão sendo, pois a violência bate à nossa porta todos os dias. E todos os dias sonhos são roubados... Que lições poderemos aprender com esta tragédia?
Um abraço e que Deus nos ilumine, mente e coração!
Niclécia Gama








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